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Canetas emagrecedoras levam restaurantes a criar cardápios com porções menores

Canetas emagrecedoras levam restaurantes a criar cardápios com porções menores

O avanço das canetas emagrecedoras tem mudado o comportamento de clientes em bares e restaurantes pelo Brasil. No restaurante Babilônia, em Curitiba (PR), o sócio-proprietário Marcelo Woellner percebeu a mudança quando os clientes passaram a pedir porções menores e dividir pratos com mais frequência. Após analisar os dados de vendas, ele criou uma nova seção no cardápio, chamada “Mais Leves”, com versões reduzidas dos pratos clássicos, e também reformulou as opções para compartilhamento.

De acordo com um levantamento da Abrasel, 61% dos bares e restaurantes brasileiros identificaram mudanças no comportamento dos clientes associadas ao uso desses medicamentos. O estudo aponta que casais passaram a dividir pratos com mais frequência, houve redução no consumo de bebidas alcoólicas em algumas ocasiões e as sobremesas deixaram de ser individuais para se tornarem compartilhadas.

Para o gestor da Carteira de Alimentos e Bebidas do Sebrae Nacional, Bruno Lopes, a mudança representa uma transformação no perfil do consumidor, mas não significa perda de faturamento para quem souber se adaptar. “A estratégia não deve ser lutar contra essa tendência, mas adaptar a operação e a precificação. O consumidor continua frequentando restaurantes, mas quer mais autonomia, porções adequadas e alimentos que entreguem valor nutricional”, avalia.

Orientações do Sebrae

Entre as recomendações do Sebrae estão a criação de versões reduzidas dos pratos, sem simplesmente dividir o preço pela metade, já que mão de obra e estrutura permanecem praticamente os mesmos. A orientação também é investir em proteínas de maior valor agregado, reduzir acompanhamentos de baixo valor percebido, oferecer sobremesas em porções menores ou compartilháveis e permitir que o cliente personalize a quantidade de proteína e acompanhamentos.

Na avaliação do gestor, esse novo comportamento também representa uma oportunidade de diferenciação para os pequenos negócios. Investir em refeições compactas e hiper proteicas, desenvolver produtos funcionais para panificação e confeitaria e oferecer cardápios com informações nutricionais claras são estratégias que podem agregar valor ao negócio. “O consumidor está mais atento à composição dos alimentos e busca opções que atendam aos seus objetivos de saúde sem abrir mão da experiência de comer fora”, destaca.

Esse cenário começou a ganhar força em 2025 com a chegada de versões mais acessíveis das canetas emagrecedoras e deve se intensificar em 2026, com a ampliação da oferta desses medicamentos no mercado. A expectativa é que a tendência ganhe ainda mais força com a ampliação do acesso aos medicamentos.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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