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Economia criativa: como transformar arte em negócio sustentável

Economia criativa: como transformar arte em negócio sustentável

O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, visitou na sexta-feira, 31 de julho, a Fábrica de Cultura de São Bernardo do Campo, equipamento que integra o programa ‘Crie Sebrae’, Polo de Referência em Economia Criativa. A iniciativa, desenvolvida em parceria com as Fábricas de Cultura do estado de São Paulo, busca apoiar artistas e produtores culturais para que transformem seu trabalho em negócios sustentáveis.

O setor de economia criativa representa quase 4% do PIB brasileiro, mas muitos profissionais, como músicos, estilistas, ilustradores e desenvolvedores de games, não se reconhecem como empreendedores. Na produção musical, por exemplo, cerca de 50% do mercado é composto por artistas independentes que acumulam funções de criação, produção, marketing e administração financeira.

O programa ‘Crie Sebrae’ oferece mentorias individuais, cursos, consultorias e orientações coletivas para esse público. Também promove fóruns para gestores públicos com o objetivo de democratizar a implementação de políticas de incentivo à cultura, como as Leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc. Entre 2024 e 2025, o programa já atendeu mais de 5 mil empreendedores, apoiou mais de 250 micro e pequenas empresas em ações de internacionalização e gerou um impacto de mais de R$ 60 milhões em potencial de negócios.

O desenvolvedor de games Antônio Willian Barros Lima participou da Gamescon, principal evento do setor de jogos virtuais, a convite do Sebrae. Ele conta que a oportunidade permitiu que ele participasse do evento como expositor e palestrante.

As Fábricas de Cultura são equipamentos públicos administrados pela Organização Social Catavento, que oferecem programação cultural gratuita para população de baixa renda. A diretora de formação da OS, Aline Canciani, afirma que a ideia é que os jovens saiam das oficinas com a intenção de estudar e tenham futuro na área da cultura. Em média, 150 mil pessoas são atendidas por ano apenas na unidade de São Bernardo do Campo. Ao todo, são 16 unidades, sendo 10 na capital paulista e seis em municípios da região metropolitana e da Baixada Santista.

O diretor-superintendente do Sebrae-SP, Nelson Hervey Costa, afirma que a política pública pode ser replicada em todo o Brasil, ajudando aqueles que mais precisam. Ao final da visita, o presidente do Sebrae destacou a importância de apoiar os talentos formados nas fábricas de cultura para que possam empreender e ter acesso a uma renda digna.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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