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Empreendedoras ainda enfrentam crédito negado, aponta Sebrae

Empreendedoras ainda enfrentam crédito negado, aponta Sebrae

Mesmo com crescimento de quase 30% do empreendedorismo feminino nos últimos 10 anos, segundo estudo do Sebrae a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD Contínua), as mulheres ainda enfrentam dificuldades para obter crédito. Pequenos negócios chefiados por mulheres ficam com cerca de 30% de toda a concessão de crédito para as empresas.

A análise e possíveis caminhos para superar essa situação estão no Relatório de Cidadania Financeira do Banco Central do Brasil (BCB), em artigo elaborado pelo coordenador de Acesso a Crédito e Investimentos do Sebrae, Giovanni Beviláqua, e pelo analista da Unidade de Empreendedorismo Feminino, Diversidade e Inclusão (UEDI), Marcio Borges.

Entre as principais dificuldades do público feminino no acesso a crédito, o Sebrae destacou seis pontos: taxas de juros elevadas; exigências rígidas de garantias; menor histórico de crédito formal; burocracia excessiva; falta de produtos adaptados; e restrições às empreendedoras que conciliam o negócio com a maternidade.

O artigo aponta que o financiamento do empreendedorismo feminino no Brasil é um desafio complexo, que exige abordagem multidisciplinar. As barreiras impostas às mulheres no acesso a crédito não são apenas econômicas, mas também sociais, culturais e institucionais.

O texto afirma que as dificuldades na obtenção de garantias e a falta de produtos financeiros voltados para a realidade das mulheres ainda limitam a inclusão financeira feminina entre os empreendedores.

O artigo reforça a necessidade de instituições financeiras desenvolverem mecanismos mais acessíveis e inclusivos. Ações como o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), que oferece 100% de garantia aos financiamentos adquiridos por mulheres, permitiu o acesso a R$ 734 milhões em créditos em 2025.

Segundo os colaboradores do Sebrae, ao fortalecer o acesso das mulheres ao crédito, não apenas são ampliadas as oportunidades individuais, mas também é impulsionado o desenvolvimento econômico do país, promovendo um mercado mais inclusivo e equilibrado.

O Relatório de Cidadania Financeira (RCF) é um documento publicado pelo Banco Central do Brasil (BCB) que reúne dados sobre o acesso e uso de serviços financeiros pelos brasileiros, avaliando inclusão, educação e proteção do consumidor. Ele serve para monitorar o nível de bancarização e ajudar na criação de políticas públicas para melhorar a gestão financeira da população.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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