Treze anos após publicar seu primeiro livro, The Devil Wears Scrubs, Freida McFadden decidiu revelar sua identidade verdadeira. A autora de A Empregada contou ao USA Today que, na verdade, é uma médica chamada Sara Cohen.
Ela tratava distúrbios cerebrais e usou um pseudônimo para separar suas carreiras. “Estou num ponto da minha carreira em que me cansei de ser um segredo”, disse. Cohen também afirmou estar cansada dos debates sobre ser uma pessoa real ou um grupo de homens escrevendo.
A principal razão para o pseudônimo foi evitar que sua escrita atrapalhasse seu trabalho médico. “Sou uma pessoa real, tenho uma identidade e não tenho nada a esconder”, reforçou ela na entrevista.
Freida McFadden também falou sobre sua aparência. Ela confirmou que usa óculos e que as perucas usadas em público são por indecisão estética, não para manter mistério. “Não faço ideia de como pentear meu cabelo”, brincou.
Inicialmente, a autora planejava revelar sua identidade somente após se afastar completamente da medicina. Desde 2023, ela trabalha apenas “uma ou duas vezes ao mês” no hospital, após o sucesso de A Empregada. Seus colegas descobriram a dupla identidade e, segundo ela, foram compreensivos.
Outro fator para a revelação foi a sobrecarga de viver com duas identidades. Apesar de contar seu nome real, McFadden afirmou que continuará escrevendo da mesma forma e pediu que os fãs sigam tratando-a pelo pseudônimo.
“Apesar de não ter dito meu nome real até agora, sinto que compartilhei quem sou o tempo todo”, disse. “Embora o nome seja uma surpresa, nada mais é. Sempre fui honesta com meus leitores”.
Com o sucesso viral do livro e da adaptação para o cinema, a carreira literária de McFadden continua em alta. Além da série com a personagem Millie Calloway, que tem três livros e um conto, ela é autora das sagas Dr. Jane McGill e Prescription: Murder.
A franquia A Empregada já tem uma sequência cinematográfica confirmada, com produção prevista para começar em 2026. A expectativa é que Sydney Sweeney repita seu papel, assim como o retorno do diretor Paul Feig e da roteirista Rebecca Sonnenshine.
O uso de pseudônimos por autores é uma prática comum no mercado editorial, muitas vezes adotada por várias razões. Alguns escritores buscam separar gêneros literários distintos, enquanto outros, como no caso revelado, desejam manter sua vida profissional principal isolada. Essa estratégia permite que a recepção da obra ocorra sem a influência da imagem pública do autor em outro campo.
Historicamente, muitos autores famosos utilizaram nomes falsos. A escolha pode estar ligada a questões de gênero, para evitar preconceitos, ou simplesmente para testar novas áreas sem as expectativas associadas ao nome original. A decisão de revelar a identidade real, após anos, marca um novo capítulo na relação entre o escritor e seu público.
