O Connection Terroirs do Brasil, maior evento de promoção de produtos com Indicação Geográfica (IG), terminou com saldo positivo para os empreendedores participantes. O encontro, realizado entre 10 e 13 de junho em Gramado (RS), reuniu representantes de 56 produtos com o selo de qualidade concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A projeção é de quase R$ 6 milhões em negócios gerados durante o evento.
Produtores veteranos e novatos relataram experiências bem-sucedidas. Paula Gripp, diretora da Associação dos Produtores Especiais do Caparaó, da IG Cafés do Cerrado, comemorou os resultados da rodada de negócios. Ela destacou que já recebeu mensagens de clientes interessados no café e iniciou contatos com empórios. “Ter essa IG é uma carteira de identidade que certifica a nossa condição de café especial”, afirmou.
Sheila Zanette, presidente da Associação dos Produtores de Maçã e Pera de Santa Catarina, da IG Maçã Fuji de São Joaquim, ressaltou a importância de eventos como o Connection para pequenos produtores. “Estar no Connection é poder mostrar para os consumidores e compradores o nosso produto, contar de onde veio, fazer contatos”, disse. Ela lembrou que a região de São Joaquim é responsável por 36% da maçã do Brasil.
Ketlyn Coutinho, gerente comercial da Cooperativa dos Produtores Extrativistas do Bailique e Beira Amazonas, da IG Açaí do Bailique, informou que um comprador da Austrália se interessou pelo produto. “Depois que obtivemos o selo de IG no ano passado, novos horizontes se abriram. Estamos fechando uma venda para a China”, contou. Ela disse que vendeu praticamente tudo que levou para expor.
Liane Castilhos, apicultora em Camará (RS) e produtora do mel de melato de bracatinga, que tem IG reconhecida em municípios dos três estados do Sul, afirmou que o selo aumentou o valor do produto em cerca de 30%. “Após conseguirmos nossa IG, nosso produto ganhou valor agregado”, explicou. Ela destacou que o mel tem uma doçura diferente e não cristaliza.
Núbia Medeiros, da Associação de Produtores de Queijo Minas Artesanal do Cerrado, da IG Queijo do Cerrado, participou do evento pela primeira vez. “Trocamos muitos contatos, é muito gratificante poder mostrar nosso queijo para gente de todo o país”, disse. Ela deixou o emprego na prefeitura há um ano e meio para se dedicar à produção de queijos.
Simone Bica, presidente da Associação dos Produtores de Doces de Pelotas, da IG Doces de Pelotas, afirmou que a IG é um diferencial para quem quer exportar. “Quando vamos mandar nosso produto para fora, ter a IG faz toda a diferença, porque é uma garantia de qualidade”, declarou. Ela elogiou o apoio do Sebrae em consultorias e capacitações. O Brasil conta atualmente com 161 produtos com o selo de IG.
