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Afroempreendedorismo cresce com redes e capacitação no Brasil

Notícias16 de agosto de 20262 min de leitura
Data RoomRedação
Afroempreendedorismo cresce com redes e capacitação no Brasil
Fotos: Meireles Jr.

O Brasil tem mais de 15 milhões de afroempreendedores. O empreendedorismo se tornou um caminho para gerar renda, dar autonomia e promover o desenvolvimento da população negra. Os desafios e as oportunidades para fortalecer esses negócios foram tema de debate neste domingo (16) na Arena Plural da Feira do Empreendedor do Maranhão, em São Luís.

Muitos desses negócios ainda enfrentam dificuldades para crescer, principalmente no acesso ao crédito, na entrada em novos mercados e na formalização das atividades.

Eraldo Ricardo dos Santos, gerente adjunto da Unidade de Empreendedorismo Feminino, Diversidade e Inclusão do Sebrae Nacional, afirmou que a população negra representa mais da metade dos donos de negócios no país, mas convive com barreiras estruturais. O faturamento médio mensal desses empreendimentos é de cerca de R$ 2,5 mil.

“Apenas 25% dos afroempreendedores tiveram acesso a algum tipo de crédito e mais de 90% atuam sem CNPJ, cenário que também limita as possibilidades de financiamento e de participação em novos mercados”, explicou.

Para mudar essa realidade, o Sebrae tem ampliado ações de capacitação, orientação empresarial e acesso a oportunidades de mercado, além de iniciativas para formalização e melhoria da gestão dos negócios.

“Todos os dias a gente vem se aperfeiçoando, principalmente na linguagem e na jornada dessas pessoas, para que possamos, por meio dos nossos conteúdos, capacitações, oficinas e palestras, levar conhecimento para alavancar esses negócios”, disse Eraldo.

Redes de apoio

A construção de redes entre empreendedores também aparece como estratégia para enfrentar barreiras e ampliar oportunidades. Ana Rosa Silva, fundadora da Feira MA Preta, idealizadora do Festival de Literatura Preta e CEO da Nega Mina Consultoria, atua há mais de dez anos apoiando principalmente mulheres empreendedoras. Para ela, faltam investimento, capital semente e políticas direcionadas ao fortalecimento desses negócios.

“Um dos nossos maiores desafios é o racismo estrutural, mas a nossa maior força é a inovação. O Brasil é um país plural, e a verdadeira potência do nosso estado está nas pessoas”, reforçou.

Vinicius Sirino, fundador da Compliance Shield, destaca a criação de redes entre pessoas negras como caminho para ampliar conexões, gerar negócios e fazer os recursos circularem dentro da própria comunidade empreendedora.

“O aquilombamento é um grande diferencial no empreendedorismo negro. Quando essas pessoas se juntam, a gente consegue criar um impacto maior, fazer networking, contratar umas às outras e fazer o dinheiro circular dentro da própria comunidade empreendedora”, afirmou.

Portal

O Sebrae lançou o Portal Afroempreendedorismo, ambiente digital que reúne conteúdos, capacitações e soluções para pessoas negras que já empreendem ou desejam iniciar um negócio. O endereço é https://sebrae.com.br/subsites/afroempreendedorismo.

Leia também: a série de entretenimento e o índice de noticias.

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