Analistas do BTG Pactual reiteraram a recomendação de compra para as ações da Vale. Eles destacam que os papéis estão sendo negociados com desconto em relação às grandes mineradoras. A empresa continua capaz de gerar fluxo de caixa livre equivalente a cerca de 9% de seu valor de mercado.
Leonardo Correa e sua equipe avaliam que, mesmo com as condições atuais do mercado à vista, a Vale parece barata. O papel é negociado com múltiplo EV/Ebitda estimado para 2026 de aproximadamente 4,2 a 4,3 vezes. Isso representa um desconto de 25% a 30% em relação às grandes mineradoras diversificadas australianas.
Considerando os preços atuais das commodities e a taxa de câmbio, os analistas estimam que a companhia ainda gera um fluxo de caixa livre equivalente a cerca de 9% de seu valor de mercado. Eles consideram esse nível atrativo.
Os analistas reconhecem que algumas premissas operacionais importantes pioraram nos últimos meses. O aumento dos custos caixa C1 do minério de ferro reflete uma combinação de fatores operacionais temporários e inflação de custos.
“Ainda assim, as revisões em nossas estimativas de resultados permanecem relativamente limitadas, uma vez que os preços do minério de ferro, cobre e níquel continuam, em linhas gerais, alinhados às nossas expectativas divulgadas há alguns meses”, afirmaram. Eles mantêm a recomendação de compra para o papel.
Desempenho das ações da Vale
Nesta quinta-feira (9), por volta de 15h15, as ações da Vale subiam 0,32%, a R$ 72,93. Apesar do ganho no dia, os papéis acumulam queda de mais de 6% apenas em julho, após um declínio de quase 6% em junho.
A recomendação do BTG Pactual ocorre em meio a um cenário de volatilidade para as ações da mineradora. O mercado acompanha de perto os preços das commodities e as condições operacionais da empresa.
