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Economia criativa: arte que gera renda e futuro

Economia criativa: arte que gera renda e futuro

O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, visitou na manhã de sexta-feira, 31 de julho, a Fábrica de Cultura de São Bernardo do Campo, equipamento que integra o programa ‘Crie Sebrae’. O Polo de Referência em Economia Criativa, lançado pelo Sebrae-SP com apoio do Sebrae Nacional, tem como objetivo fomentar a criatividade aplicada ao empreendedorismo por meio de mentorias individuais, cursos, orientações coletivas, consultorias e fóruns para gestores públicos.

O programa busca democratizar a implementação de políticas de incentivo à cultura, como as Leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc, e agregar valor à criatividade. O setor representa quase 4% do PIB brasileiro, segundo Rodrigo Soares. “O Polo de Economia Criativa veio contribuir para a realização dos sonhos desses empreendedores”, afirmou o presidente do Sebrae.

Inicialmente focado nas áreas de audiovisual, moda e games, o programa já atendeu mais de 5 mil empreendedores, com mais de 250 micro e pequenas empresas em ações de internacionalização. O impacto em potencial de negócios ultrapassa R$ 60 milhões entre 2024 e 2025.

O desenvolvedor de games Antônio Willian Barros Lima participou da Gamescon, principal evento da indústria de jogos virtuais, a convite do Sebrae. “O Brasil tem grandes talentos na produção de jogos. E o Sebrae me deu a oportunidade de participar de eventos do setor, na condição de expositor e palestrante”, contou.

A parceria com as Fábricas de Cultura do estado de São Paulo ampliou o alcance do programa. “É uma política pública que pode ser replicada em todo o Brasil, ajudando aqueles que mais precisam”, disse Nelson Hervey Costa, diretor-superintendente do Sebrae-SP.

Na visita, Hervey e o time do programa foram recebidos pelos representantes da Organização Social Catavento, Aline Canciani e Jacques Kann. A OS administra o equipamento público que oferece à população de baixa renda programação cultural gratuita e ferramentas para profissionalização no setor cultural. “A ideia é que os jovens saiam das oficinas com a intenção de estudar e tenham futuro na área da cultura”, ressaltou Canciani, diretora de formação.

Em média, 150 mil pessoas são atendidas por ano apenas na unidade de São Bernardo do Campo. No total, são 16 unidades similares, sendo 10 na capital paulista e outras seis em municípios da região metropolitana e da Baixada Santista. Ao término da visita, o presidente do Sebrae destacou a importância de apoiar os talentos formados nas fábricas de cultura para que possam empreender e ter acesso a uma renda digna.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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