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Formalização impulsiona economia criativa de quadrilhas juninas

Formalização impulsiona economia criativa de quadrilhas juninas

Uma pesquisa inédita da Quaest, em parceria com o YouTube, mostra que a formalização jurídica se tornou uma condição estratégica para a continuidade das quadrilhas juninas no Brasil. O levantamento, realizado em maio deste ano, teve foco na cidade de Campina Grande (PB), mas também ouviu dirigentes e atores culturais de outros estados.

De acordo com o estudo, a formalização facilita o acesso a editais, programas de incentivo, emissão de notas fiscais, contratação de serviços e prestação de contas. As quadrilhas juninas, ao contrário do que muitos pensam, têm trabalho contínuo durante todo o ano, e não apenas sazonal, exigindo planejamento e gestão.

Os grupos envolvem de cerca de 100 a mais de 300 pessoas, incluindo dançarinos, dirigentes, artistas e equipes de apoio. Essa estrutura gera renda permanente e oportunidades em cadeias ligadas à cultura, ao turismo e à economia criativa. Costureiras, cenógrafos, músicos, maquiadores, produtores e equipes de comunicação estão entre os profissionais que participam da construção dos espetáculos.

Rodrigo Soares, presidente do Sebrae, afirmou que a missão da instituição é resgatar a identidade cultural, gerando renda digna, qualidade de vida e cidadania para as comunidades em torno das quadrilhas e manifestações juninas. Segundo ele, o trabalho abrange a música, a dança, a gastronomia, os talentos musicais e o artesanato.

Protagonismo feminino

A pesquisa também destacou a participação feminina na liderança dos grupos. Mulheres ocupam cargos de presidência, coordenação de eventos, gestão financeira, direção coreográfica e comunicação institucional. Em Campina Grande, um dos principais polos juninos do país, seis das 14 quadrilhas pesquisadas são presididas por mulheres.

Ligas, federações e associações atuam como parceiras na organização administrativa e burocrática dos grupos, que movimentam uma ampla rede de profissionais e pequenos negócios. A formalização, portanto, abre portas para que essas manifestações culturais continuem gerando emprego e renda ao longo do ano.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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