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Empreendedorismo indígena brilha na XVIII Aldeia Multiétnica

Empreendedorismo indígena brilha na XVIII Aldeia Multiétnica

A arte, o artesanato e os conhecimentos passados entre gerações dos povos originários foram destaque neste sábado (18) durante a abertura da Feira de Experiências Sustentáveis do Brasil. O evento faz parte da programação da XVIII Aldeia Multiétnica, realizada na Chapada dos Veadeiros (GO).

Entre os produtos vendidos por empreendedores indígenas estão biojóias de sementes nativas, cerâmica modelada em barro com grafismos tradicionais, esculturas e máscaras entalhadas em madeira, vestuário com estampas identitárias, além de cosméticos naturais e fitoterápicos.

As peças e técnicas mostram a diversidade dos povos originários e como os conhecimentos tradicionais podem fortalecer a autonomia das comunidades, gerar renda e criar novas oportunidades de comercialização.

“É uma oportunidade muito grande para nós indígenas de podermos dar uma visibilidade para os nossos produtos. Os nossos artesanatos, que também carregam muita história, muitos significados para nós. É um prazer e uma satisfação expor esses artesanatos, para os não indígenas conhecerem um pouco sobre a nossa cultura”, disse Nhàky Kayapó, da etnia Mebengokre Kayapó.

O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, participou da abertura oficial da feira e da 18ª edição do evento. Para ele, apoiar essas iniciativas significa reconhecer a contribuição dos povos indígenas para o desenvolvimento do país.

“O Sebrae tem uma tradição de apoio aos pequenos negócios em todas as regiões brasileiras. Na Aldeia Multiétnica, estamos fortalecendo a sustentabilidade e o empreendedorismo ligados às tradições ancestrais, para que os povos indígenas possam organizar seus negócios, valorizar o artesanato, a cultura e a agricultura familiar, fortalecer a economia local e gerar renda digna”, afirmou.

Rodrigo Soares também disse que o Sebrae seguirá trabalhando ao lado do Ministério da Cultura, das lideranças indígenas, das comunidades tradicionais, dos estados, dos municípios e dos parceiros institucionais. O objetivo, segundo ele, é fortalecer a cultura como instrumento de transformação social e econômica, respeitando a identidade e os modos de vida de cada povo.

Para Juliano George Basso, coordenador da Aldeia Multiétnica, o apoio técnico do Sebrae pode ampliar a visibilidade dos produtos das comunidades e fortalecer sua comercialização. “Existe uma riqueza muito grande na arte indígena, no empreendedorismo dos povos originais e nos produtos da floresta e do Cerrado. A parceria pode contribuir para que esses saberes e fazeres sejam valorizados e para que os produtos desenvolvidos pelas comunidades sejam comercializados de forma estruturada”, destacou.

A programação de sábado também teve a roda de conhecimento “Saberes Ancestrais e Políticas Públicas: cultura, arte e artesanato no desenvolvimento dos territórios indígenas”. O encontro reuniu representantes de diferentes etnias, do Ministério da Cultura e do Sebrae para discutir a transmissão dos conhecimentos entre gerações, a autonomia cultural e econômica das comunidades e o acesso a políticas públicas de fomento.

Vivência e troca de saberes

A Aldeia Multiétnica tem como missão fortalecer as culturas e as lutas dos povos indígenas por meio do encontro e da troca de saberes. Durante nove dias, o evento reúne representantes de diferentes povos indígenas do Brasil e visitantes interessados em conhecer suas culturas e tradições.

A aldeia mantém um Circuito Cultural com oito casas indígenas tradicionais, construídas por representantes dos povos Fulni-ô, Kayapó/Mebêngôkré, Kariri-Xocó, Xavante, Guarani Mbyá, Krahô, Alto Xingu e Yanomami.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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